Aprovar o financiamento de construção é só o começo. A partir daí, começa uma rotina que pega muita gente de surpresa: o crédito não cai de uma vez na conta, e a obra passa a responder a um processo formal de acompanhamento até a última parcela.
1. O crédito é liberado por medição
O valor aprovado é liberado em parcelas, conforme o avanço físico da obra — não em um único desembolso. Cada liberação depende de uma vistoria (a medição) que confirma que a etapa prevista realmente foi executada.
2. Tudo parte da PCI
A referência de todo o processo é a PCI (Proposta de Construção Individual), o orçamento e cronograma aprovados no início do financiamento. É contra ela que cada medição é comparada. Veja o que é a PCI em detalhe.
3. A PLS documenta o avanço
A cada medição, a PLS (Planilha de Levantamento de Serviços) precisa ser atualizada com o percentual de evolução por etapa e o relatório fotográfico exigido. Veja como preencher a PLS sem erro.
4. O boletim de medição formaliza a liberação
Com a PLS validada, é emitido o boletim de medição — o documento que autoriza a liberação da parcela correspondente. Erros na PLS atrasam diretamente esse boletim, e consequentemente o repasse do valor.
5. O ciclo se repete até a obra terminar
Esse processo — executar, medir, documentar, liberar — se repete a cada etapa relevante do cronograma, até a conclusão da obra e a última liberação.
Onde a maioria perde tempo (e dinheiro)
Na prática, o gargalo raramente é técnico — é organizacional. Fotos que deveriam ter sido tiradas na visita anterior, percentuais estimados de memória, planilhas que ninguém tem certeza se são a versão mais recente. Cada um desses detalhes pode atrasar uma liberação.
Ter a obra organizada em etapas, com fotos vinculadas e histórico de validação desde o primeiro dia, é o que separa uma medição tranquila de uma que trava por semanas.
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